Temos a capacidade natural de nos adaptarmos as mudanças.
É sobre medos que iremos conversar hoje, caros sobreviventes, e eu venho com boas notícias.
No meu aplicativo de meditação, chegou a seguinte citação:
"A neuroplasticidade nos informa que a mente e o cérebro são altamente mutáveis, e que o cérebro está constantemente sendo moldado pela experiência. O bem-estar é uma habilidade e pode ser melhorado através de trinamento."
Richard J. Davidson, PhD
Eu sei que eu disse no post de considerações que eu não ia pesquisar sobre nada pra poder falar aqui, mas a gente pode mudar de opinião e além do mais eu não sabia muito sobre neuroplasticidade e senti curiosidade e necessidade de ir em busca de mais informações sobre uma coisa que se mostra meio que como uma esperança.
Eu falei sobre medo de mudar, na postagem A Mudança, e falar sobre esse assunto é algo que realmente me interessa.
O que eu descobri foi que o nosso cérebro tem capacidade NATURAL de se adaptar a mudanças.
Exercitamos o nosso corpo para obter um bom condicionamento físico e com o cérebro, acontece a mesma coisa: podemos treinar o nosso cérebro para pensar, agir e refletir, sobre o que bem entendemos.
Isso eu já sabia, mas quando a gente se vê diante de uma informação que te dá esperança e luz sobre determinado assunto que você apenas tinha um conhecimento superficial ou quando a gente percebe que é possível e não é só uma teoria ou suposição da nossa cabeça, mas sim algo cientificamente comprovado!? É muito legal!
Não sei vocês, mas me senti confortada em saber disso: "Nosso sistema nervoso está preparado para se modificar conforme as nossas vivências, necessidades, estímulos e o ambiente em que estamos inseridos."
E como isso acontece? Por meio de aprendizagens e vivências, assim, nossos neurônios começam a formar novas conexões e se adaptam as mudanças.
A neuroplasticidade é a alteração nessas conexões, é meio que uma remodelagem cerebral que envolve: pensamentos, vivências, comportamentos, necessidades pessoais e mesmo o ambiente no qual estamos inseridos.
E são esses fatores que influenciam na hora dos neurônios formarem novas conexões. Podendo ser fundamental também na recuperação de pessoas que sofreram lesão cerebral.
Quando há lesão ou dano em alguma parte do nosso corpo, o cérebro se altera pela neuroplasticidade a fim de suprir a necessidade. Ela é tão importante a ponto de permitir que o cérebro de adapte a diferentes circunstancias.
Por exemplo, se uma pessoa perde a visão a neuroplasticidade entra em ação para que o tato e audição dessa pessoa se desenvolvam mais e fiquem mais apurados, de modo a tentar suprir a falta de visão.
No nosso desenvolvimento, principalmente na infância, ela auxilia dentre outras coisas a convivência e a percepção de nossas emoções.
Ela é um processo diário e natural do corpo humano, principalmente quando aprendemos um novo idioma ou estamos aprendendo a tocar algum instrumento, dentre outros novos aprendizados.
Existem 5 tipos de neuroplasticidade e cada uma delas age de acordo com a faixa etária, necessidade do próprio corpo ou por meio de estímulos.
Sobre o aprendizado, toda vez que aprendemos uma coisa nova o cérebro fica encarregado de armazenar as informações importantes que serão utilizadas por nós sempre que for necessário, sendo assim, a cada nova vivência e aprendizado, nosso cérebro cria vias neurais e a comunicação dos nossos neurônios fica cada vez mais forte e eficiente.
Então aquele complexo de Gabriela, eu nasci assim, vou morrer assim, não existe, ao menos que você realmente não busque melhorar como ser humano, porque se você quiser se desenvolver e talvez até se tornar um ser humano melhor, a neuroplasticidade está ai para nos auxiliar.
Essa é uma postagem de 5 partes que eu irei fazer sobre esse tema, espero que você tenha gostado e fica tranquilo, se tem algo em você que não está tão satisfeito, você pode sim mudar, basta querer e buscar as ferramentas que possam te auxiliar nesse processo. :)



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