Conexões humanas


 

Eu aprecio muito a sensação de estar em sintonia com o Universo, de quando um determinado assunto orbita ao meu redor e tudo parece seguir uma linearidade, quando um assunto vai puxando e se conectado a outro.

É assim que estou me sentindo em relação as conexões humanas, atualmente, estou lendo o livro "Sem Filtro", da Lily Collins e antes dele eu li "A Coragem de ser Imperfeito", da Brené Brown, dois livros que giram em torno da vulnerabilidade e da coragem de assumir nossas imperfeições e mostrar a verdade e a força que existe, quando temos a coragem de ser quem somos.

Só conseguimos nos conectar verdadeiramente com as outras pessoas e com o mundo ao nosso redor, quando não temos medo e sim coragem, autoconhecimento e empatia.

Esse assunto ainda é muito delicado pra mim, pois ainda estou lidando com ele, mas a maior parte da minha vida eu busquei essa conexão, só que não encontrei muitas portas abertas, nem pessoas reais com as quais eu pudesse compartilhar as minhas dificuldades que a própria condição humana nos impõe.

Eu tinha medo de me abrir para as pessoas, até com minha própria mãe, e esperava sempre que alguém desse o primeiro passo e viesse me perguntar se estava tudo bem comigo, e tivesse a sensibilidade suficiente para querer realmente me escutar e me ajudar a lidar com minhas dores.

Pra não dizer que não tinha nenhuma, nessa minha busca, eu encontrei apenas uma porta aberta, a porta das celebridades, em que em entrevistas elas "abriam toda a sua vida", se mostravam "vulneráveis", "imperfeitas" e que se você acreditasse no seu sonho, ele poderia se tornar realidade.

Hoje, eu consigo perceber que onde eu achava ter encontrado apoio, era onde eu mais estava sendo enganada e senti na pele a falta que conexões com pessoas reais, que estão ao me redor, faz falta.

Por que mais inspirador que a história da cantora americana (que tem a realidade totalmente diferente da nossa), saiu de casa em busca de um sonho e que hoje vive da própria imagem, muitas vezes deixando seu talento e a força inicial em segundo, terceiro plano ou até mesmo o esquecendo, é a vida daquela pessoa que está todos os dias trabalhando para resolver um problema, melhorar a vida das pessoas, desenvolvendo curas, sendo voluntários ou até mesmo mães que gerenciam suas famílias e cuidam do bem estar dos seus.

Eu me maravilhei com o grande, sendo que o simples, o pequeno mas profundo sempre esteve perto de mim, eu que não conseguia enxergar o poder da humildade, acho que por muito tempo eu estava cega pelas luzes dos holofotes e não enxergava a luz que eu tinha dentro de mim nem das pessoas ao meu redor, nem no quanto isso é poderoso.

Obviamente, existem cantoras que ainda colocam o talento antes da imagem de celebridade e vida fácil e perfeita, mas aqui eu falo do discurso perigoso das que vivem em torno da própria imagem, de um estilo de vida e do que está "em alta". Resumindo, vivem em torno de um grande vazio existencial. 

Por isso que falar sobre nossos problemas, ouvir, ter empatia e sensibilidade para perceber a dor do outro é tão importante, pode ser clichê, mas a verdade é que devemos dar mais valor as pessoas que estão ao nosso redor e não aquela blogueira ou celebridade que muitas vezes nem se quer fala a nossa mesma língua.

Talvez a minha dificuldade de conexão se deu exatamente por isso, eu admirava pessoas que estavam não só emocionalmente distantes mas espacialmente inalcançáveis pra mim, então a lição de hoje é essa: 

"a verdadeira conexão acontece, quando temos a humildade suficiente para enxergar beleza, potencial, possibilidades e verdade ao nosso redor."

E a vida, é um exercício diário, de auto aceitação, autoconhecimento, mas que eu te garanto, que os resultados são muito gratificantes.

#paz

:)

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